
Apesar de não ser futebolês, merece registro. A cada dia torna-se mais clara a idéia de que Galvão Bueno sobrevive na TV por conta de sua história. O que pude constatar no GP da Inglaterra de Fórmula 1, neste domingo, além de uma corrida conturbada, foi mais um show de bizarrices deste narrador.
Nomes trocados, informações erradas, demora na constatação de situações óbvias, falta de atenção à pista, entre tantas outras falhas que até os não tão fãs de corridas de automóveis percebem com certa facilidade.
Em Silverstone, Galvão chegou ao ponto de narrar o replay de um pit-stop como uma imagem ao vivo. O pior é que seus 'fiéis escudeiros' Reginaldo Leme e Luciano Burti, inexplicavelmente - ou não -, deixam as falhas cometidas sem conserto. Azar do telespectador.
Houve um momento em que me irritei tanto com os repetidos erros que tirei o som da TV. Mas qual é a explicação para o péssimo rendimento deste que já foi, com muita justiça, o maior narrador esportivo do Brasil?
Há mais de 30 anos no ar, Galvão pode sim sofrer os efeitos da idade. Mas como tirar do ar o cara que tornou-se o principal representante da seleção brasileira de futebol? Sim, pois não há quem tenha participado mais de partidas da escrete canarinho que o tal. Boa sorte, Globo.