sábado, 28 de junho de 2008

E o futebol agradece. Mas e agora?


A saída de Eurico Miranda da presidência do Vasco é o penúltimo passo para a completa exclusão dos cânceres do nosso futebol. Depois de Mustafá Contursi, Eduardo Viana e Alberto Dualib, apenas Ricardo Teixeira segue seu extenso reinado no comando de uma instituição esportiva brasileira.

É certo que o fim das suspeitíssimas 'monarquias' é fundamental para o processo democrático nas entidades. No entanto, fica a dúvida: será que a ausência destes personagens é benéfico ao sucesso desportivo, principalmente dos clubes?

Durante os mais de 30 anos em que esteve envolvido com o futebol do clube carioca, Eurico Miranda participou dos principais títulos do time: dez estaduais, quatro campeonatos brasileiros, uma Copa Mercosul, uma Libertadores, além de dois vice-campeonatos mundiais - não, isso não foi uma provocação. Além disso, o ex-mandatário foi protagonistas das maiores negociações, como os retornos do agora presidente Roberto Dinamite, em 1988, e Romário, em 2000, e a chegada de Bebeto do arqui-rival Flamengo, em 1989.

Os escândalos políticos e fiscais também foram comuns neste período, o que fizeram com que sua vitoriosa carreira como dirigente fosse deixada em segundo plano. Percebam, não estou defendendo Eurico, mas apenas citando fatos.

Da mesma forma, Mustafá e Dualib estiveram presentes nas melhores fases de Palmeiras e Corinthians, respectivamente. Títulos estaduais, nacionais e internacionais se acumularam nos 12 e 13 anos que permaneceram no comando, assim como denúncias de improbidade administrativa e escândalos financeiros.

Apenas como exemplo, assim que Dualib deixou a presidência, a equipe de Parque São Jorge caiu para a Série B do Brasileirão. Resta agora saber se, com a saída dos diretores, os clubes continuarão a escrever a história de sucesso dos 'tempos do câncer'.

Um comentário:

Anônimo disse...

hueasshueahushauheaushhsuaheuhash

ôôÔÔ ôôÔÔ ôôÔÔ
alegria de ser tricolô!!!