
sábado, 4 de outubro de 2008
Apogeu e glória do gracejador popular

domingo, 6 de julho de 2008
Galvão: a idade pesa?

Apesar de não ser futebolês, merece registro. A cada dia torna-se mais clara a idéia de que Galvão Bueno sobrevive na TV por conta de sua história. O que pude constatar no GP da Inglaterra de Fórmula 1, neste domingo, além de uma corrida conturbada, foi mais um show de bizarrices deste narrador.
Nomes trocados, informações erradas, demora na constatação de situações óbvias, falta de atenção à pista, entre tantas outras falhas que até os não tão fãs de corridas de automóveis percebem com certa facilidade.
Em Silverstone, Galvão chegou ao ponto de narrar o replay de um pit-stop como uma imagem ao vivo. O pior é que seus 'fiéis escudeiros' Reginaldo Leme e Luciano Burti, inexplicavelmente - ou não -, deixam as falhas cometidas sem conserto. Azar do telespectador.
Houve um momento em que me irritei tanto com os repetidos erros que tirei o som da TV. Mas qual é a explicação para o péssimo rendimento deste que já foi, com muita justiça, o maior narrador esportivo do Brasil?
Há mais de 30 anos no ar, Galvão pode sim sofrer os efeitos da idade. Mas como tirar do ar o cara que tornou-se o principal representante da seleção brasileira de futebol? Sim, pois não há quem tenha participado mais de partidas da escrete canarinho que o tal. Boa sorte, Globo.
sábado, 28 de junho de 2008
E o futebol agradece. Mas e agora?

A saída de Eurico Miranda da presidência do Vasco é o penúltimo passo para a completa exclusão dos cânceres do nosso futebol. Depois de Mustafá Contursi, Eduardo Viana e Alberto Dualib, apenas Ricardo Teixeira segue seu extenso reinado no comando de uma instituição esportiva brasileira.
É certo que o fim das suspeitíssimas 'monarquias' é fundamental para o processo democrático nas entidades. No entanto, fica a dúvida: será que a ausência destes personagens é benéfico ao sucesso desportivo, principalmente dos clubes?
Durante os mais de 30 anos em que esteve envolvido com o futebol do clube carioca, Eurico Miranda participou dos principais títulos do time: dez estaduais, quatro campeonatos brasileiros, uma Copa Mercosul, uma Libertadores, além de dois vice-campeonatos mundiais - não, isso não foi uma provocação. Além disso, o ex-mandatário foi protagonistas das maiores negociações, como os retornos do agora presidente Roberto Dinamite, em 1988, e Romário, em 2000, e a chegada de Bebeto do arqui-rival Flamengo, em 1989.
Os escândalos políticos e fiscais também foram comuns neste período, o que fizeram com que sua vitoriosa carreira como dirigente fosse deixada em segundo plano. Percebam, não estou defendendo Eurico, mas apenas citando fatos.
Da mesma forma, Mustafá e Dualib estiveram presentes nas melhores fases de Palmeiras e Corinthians, respectivamente. Títulos estaduais, nacionais e internacionais se acumularam nos 12 e 13 anos que permaneceram no comando, assim como denúncias de improbidade administrativa e escândalos financeiros.
Apenas como exemplo, assim que Dualib deixou a presidência, a equipe de Parque São Jorge caiu para a Série B do Brasileirão. Resta agora saber se, com a saída dos diretores, os clubes continuarão a escrever a história de sucesso dos 'tempos do câncer'.
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Na desconfiança, nada melhor que Nelson Rodrigues
sábado, 21 de junho de 2008
Horcades, o senhor do tempo!

Parabéns à diretoria do Fluminense - capitaneada pelo presidente Roberto Horcades - pela eficiência na venda dos ingressos para a partida decisiva da Copa Libertadores da América, contra a LDU, no próximo dia 2. Em aproximadamente uma hora, os 32530 bilhetes disponíveis para as arquibancadas verde e amarela foram comercializados, sendo que havia apenas dois pontos de venda para este tipo de entrada - Maracanã e Laranjeiras - com sete guichês em funcionamento no total.
Após um rápido e simples cálculo matemático, chegamos à conclusão de que foram vendidos incríveis NOVE INGRESSOS POR SEGUNDO! Ah, um detalhe: a comercialização estava limitada a dois bilhetes por torcedor, sendo que os de meia-entrada (cerca de 70% do total repassado, conforme números da própria diretoria do clube) necessitam de um cadastro do documento de identificação do torcedor para que sejam liberados, cadastro esse que não leva menos de 30 segundos para cada comprador.
Sim, os dirigentes do Flu são os senhores do tempo! E dá-lhe cambismo!!!!!
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Dunga, estranho Dunga...

Dunga. O que seria Dunga? Faria ele parte do bizarro mundo futebolesco? A resposta, obviamente, é sim. Vamos entender o porquê. Como jogador, foi de besta a bestial. Símbolo da fracassada campanha brasileira na Copa de 1990 - derrota para a arqui-rival Argentina nas oitavas-de-final –, que recebeu a alcunha de ‘Era Dunga’, injusta, diga-se de passagem, capitaneou com méritos o grupo que trouxe o título mundial quatro anos depois, praticamente apagando seu passado sombrio no escrete canarinho. Deixou a seleção após a trágica derrota para os franceses em 1998, dando a impressão de que seu ciclo com a amarelinha havia chegado ao fim definitivamente - a redundância fez-se necessária.
Atleta de pouca técnica, muita raça e avesso aos microfones, o ex-volante em nada representava a tradição brasileira nos gramados, caracterizada pela inventividade, até mesmo no setor que ocupava em campo (vide Falcão, Cerezo e afins). Além disso, nos anos que se sucederam de sua despedida do futebol - se é que o futebol algum dia esteve com ele... enfim -, Dunga nunca demonstrou a intenção de ocupar um cargo, qualquer que fosse, no mundo da bola. Contudo, o ‘grosso’ ex-jogador reapareceu estranhamente como comentarista (?) na TV Bandeirantes, invenção do senhor Luciano do Valle, seu fã confesso.
Surpresa maior aconteceu pouco tempo depois, quando Dunga foi anunciado como técnico da seleção brasileira, sem ter qualquer experiência no comando de uma equipe. Por si só, isso já seria absurdo, mas logo em sua primeira competição oficial, o treinador levou o Brasil ao título da Copa América! E foi uma conquista maiúscula, com vitória sobre os argentinos, que vinham de campanha arrasadora nas fases anteriores, na decisão. Decisão esta em que o time nacional entrou como azarão, aliadas a inexperiência de Dunga ao tortuoso caminho do elenco até a final. Com a improvável vitória, potencializada pela ausência dos principais figurões da seleção, Ronaldinho Gaúcho e Kaká, o comandante, além de calar a boca dos críticos e valorizar um grupo de jogadores antes desacreditados, ganhou enorme crédito com os torcedores brasileiros, quase infindável.
Quase. As pífias atuações nas últimas partidas, com derrotas vergonhosas para Venezuela e Paraguai e um insosso 0 a 0 ante os hermanos, e a incômoda quinta posição na tabela das eliminatórias para a Copa de 2010, puseram o técnico em cheque. Mesmo assim, dificilmente Ricardo Teixeira demitirá o comandante antes do mundial da África do Sul, salvo uma pífia participação do Brasil nas Olimpíadas, o que não deve acontecer.
Para os supersticiosos, vale lembrar que Dunga apresenta traços característicos, apesar de refutados, de alguns técnicos vencedores com a seleção, como a teimosia e a falta de paciência com a imprensa – Felipão é o principal representante desse grupo. Resta esperar. Ah, um registro: não gosto do estilo (sem referência ao extravagante vestuário) do treinador. Pode dar certo? Sim, mas não pago para ver.
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Simon e súmulas
